O custo que não aparece na planilha
Comparar custo por pessoa entre os dois modelos leva a uma conclusão errada, porque a equipe própria carrega custos que não aparecem no valor da diária:
- Recrutamento e seleção a cada reposição — e a rotatividade em evento é alta
- Treinamento inicial e reciclagem
- Gestão de escala, que consome tempo de alguém que custa caro
- Ociosidade entre eventos, se o contrato não for por demanda
- Cobertura de falta de última hora, que sem banco de reservas vira crise
Do outro lado, terceirizar tem um custo real que também não aparece: a perda de memória operacional se o fornecedor manda equipe diferente toda vez. Esse é o ponto a exigir de quem você contratar.
O modelo intermediário
Na prática, a configuração mais comum entre nossos clientes não é nenhum dos dois extremos: é coordenação própria com linha de frente terceirizada.
Você mantém quem conhece o evento — produção, coordenação, decisão — e contrata a execução escalável. Funciona bem porque o conhecimento específico fica em casa e o custo variável acompanha o tamanho de cada evento.
Em casa de show com agenda fixa, o contrato recorrente com time repetido dá quase a mesma continuidade de uma equipe própria, sem o custo fixo.
Se você está avaliando trocar de modelo, o teste mais barato é terceirizar um evento de porte médio e comparar o resultado — não o preço — com a sua operação atual.